“O problema é essa nossa mania de se preocupar demais com a
resposta sem querer saber o que a pergunta realmente tem a ensinar”. HFL
domingo, 20 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
Anseio por um
tempo onde, cansado pelo fardo da idade, irei me sentar e comentar com meus
filhos e netos: “Tenho saudade da minha juventude, da vitalidade que pulsava em
mim, das brincadeiras, dos sorrisos, das amizades, das paixões avassaladoras, da
agilidade, dos bares, do álcool, da ínfima beleza, virilidade e tudo mais que
enchia meu corpo, porém nada disso se compara a tranqüilidade e amor que hoje
preenchem meu coração”. Acho que no
final a vida se resume a isso, na juventude você tem a potência necessária para
acelerar e sorrir instantaneamente mesmo sem entender o motivo, e na velhice tem
a paciência para caminhar devagar, se sentar e refletir por qual motivo você
sorria tanto, podendo assim sorrir de novo, numa espécie de eterno retorno,
como se aquele momento mágico nunca fosse acabar. (HFL)
O que é eterno?
Todas as coisas
têm essa capacidade, este exato momento em que você está lendo essa reflexão
pode se tornar eterno, afinal o passado e as lembranças são as condições para a
eternidade, tudo depende do grau de importância, pois a eternidade está imbricada
na nossa consciência subjetivamente, mas de alguma forma acaba sendo
proporcionada através das coisas que não estão em nós.
“Quanto mais instruídos somos, mais nos damos conta que não basta viver bem, é preciso também conviver bem, porém por mais que nos relacionemos com várias pessoas, em diversos ambientes, situações e épocas, tudo nos parece muito alheio, pois sempre desejamos ser mais do que somos na vida da pessoa pela qual temos bons afetos. E essa sensação de coadjuvante nos causa uma sensação angustiante, dessas que nos domina e, mesmo que ínfima ela tem a capacidade de nos incomodar tanto que, tendemos a praticar julgamentos nos quais nós, os outros e a relação desse conjunto se tornam passiveis de duvidas, criando assim uma instabilidade nos tais relacionamentos. Resumindo, a nossa necessidade de sempre atuar no papel principal na vida, seja ela nossa ou dos outros, faz com que joguemos fora certos prazeres simples, desses que não se encontram nos melhores camarins da vida”.
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